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Colunista Pedro Cezar

A TRILOGIA de críticas à UEPB: último artigo da série do colunista Pedro César

Maio de 2013

Chegamos a terceira e última parte deste artigo, agradeço o apoio e aceito as críticas. Porém, gostaria de informar a estes últimos, que tudo que previ há quatro ou cinco anos, está acontecendo. Por isso, mereço respeito e, só estarei disposto a uma discussão se o crítico tiver um mínimo de conhecimento e estudo da causa sem partidarismo acadêmico.

UEPB – O problema e a solução

Chega a ser engraçado o que anda acontecendo com a UEPB, uma disputa de vaidades e poder de dois grupos, que até pouco tempo era um só. E de quem é a culpa disso tudo? A culpa não é do governador. Talvez, ele é a pessoa mais sensata desde que despertou o olhar de todos para nossa instituição. A culpa não é do reitor. Mesmo ele não tendo bom senso e maturidade ao divulgar, via Twitter ou Facebook, que daria 0,0% de aumento, além de não ter a força política e o dinheiro em excesso que antes se tinha. A culpa não é da ADUEPB. Mesmo reivindicando 17%, coisa sem sentido.

Os salários dos professores realmente apresentam uma perda. Não entendi porque não houve greve ano passado, quando se passaram seis meses sem a implantação do ajuste anual na data base. Porém a greve agora não adianta, o mal foi feito antes, hoje é apenas o reflexo. Não morreremos de fome, vamos voltar às aulas. Vamos mudar e tornar o ensino a prioridade.

E qual é o problema? Como diria um ditado popular, “O buraco é mais embaixo”. Vejamos:

Ano passado, em entrevista a uma rádio local, chamei atenção para uma falha na lei de autonomia, que estava, inclusive, sendo usada politicamente. É fácil explicar esta falha. Sigamos o raciocínio: Está faltando dinheiro para UEPB.

Caso seja repassado mais pelo Estado, naturalmente o percentual em relação à receita do Estado vai ser maior, com isso, existe um inciso da lei que diz que o percentual não poderá ser inferior, logo, sempre que o estado disponibilizar mais recursos ele sempre comprometerá mais de sua receita no futuro.

Ao meu ver, a solução passa por dois caminhos: uma mudança na lei para um percentual fixo, algo em torno dos 5%, e parar o processo de expansão fazendo o caminho contrário de centralização em um grande complexo de ensino.

Para alguns, isso parece absurdo, porém, digo que o processo de expansão de uma instituição de ensino, em termos de custos, segue um curso exponencial, enquanto a arrecadação do Estado tem crescimento linear. Resumindo, a conta só fecha no início, com o passar do tempo fica mais difícil, e é isso que está acontecendo hoje.

A cura do paciente será com remédio GT (Gestão Técnica), que deve ser aplicado, em três dosagens:

1ª Dosagem: Consertar o erro da lei 7.643. O melhor seria fixar um percentual, pois da forma que está caminhando atualmente, cada vez que o Estado destinar mais dinheiro, o percentual repassado automaticamente será maior e, nesse ritmo, em 200 anos o Estado pertencerá à UEPB.

2ª Dosagem: Parar o processo de expansão. No início não entendia por que o teto de minha sala de aula caiu e a UEPB estava expandindo. O processo de expansão de uma universidade tem despesas que crescem exponencialmente e, as receitas linearmente, por isso a conta não fecha. Hoje as pessoas próximas entendem o que falava há pelo menos quatro anos. Como o avanço da estrutura não pode ser controlado, o ponto de ajuste é o salário, que cairá ao longo do tempo.

3ª Dosagem: Buscar investimento junto às parcerias públicos-privadas nacionais e internacionais, Banco Mundial de Desenvolvimento, BNDES, Governo Federal, Estadual e Municipal. Tudo isso, aliado aos recursos próprios aplicados em um grande centro de ensino, onde a prioridade de número um, seria sempre a busca por excelência no ensino e no conhecimento do ser. Com uma gestão ousada e inovadora, o que se poderia fazer:

· Um centro de ensino com o que existe de melhor em estrutura no país;

· Um centro de convivência estilo mini shopping;

· Um restaurante de grande porte para alunos e professores;

· Um grande hotel Universitário para receber alunos de outras cidades;

· Uma linha de ônibus ou metrô(VLT);

· Um banco em sistema de cooperativa de crédito;

· Parcerias com investimentos público-privados para atuações mercadológicas e desenvolvimento científico.

Para alguns ,isso pode parecer loucura. Porém, cada uma dessas sugestões tem um conceito e uma explicação, pois, tem funcionado em algumas universidades no mundo.

Não sou o dono da palavra, porém para alguém que enxergou o problema há cinco anos, onde todos diziam que tudo estava as mil maravilhas, deveria-se, ao menos, antes de criticar, estudar um pouco mais aprofundado as questões e ajudar a melhorar as soluções.

Por fim, gostaria de realizar o sonho de ter meu filho estudando em uma das maiores e melhores universidades do mundo, a UEPB. Esse meu sonho não depende de mim, dependerá do esforço conjunto e com o mesmo objetivo de uma instituição com excelência no ensino e no conhecimento. E estas coisas se obtêm em sala de aula, por isso amigos professores, voltemos às aulas.

Neste momento não existe solução, vamos tomar uma atitude de educadores, pois os mais prejudicados, hoje, são nossos alunos, vamos perder agora e discutirmos soluções para recuperarmos no futuro. Podemos fazer melhor e pela Lei de Causa e Efeito, coisas melhores virão. Sou pelo fim da greve!

Artigo do colunista Pedro César

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