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Moro dá 48 horas para defesa de Lula entregar recibos originais de aluguel

Moro e Lula
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O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, deu um prazo de 48 horas para que a defesa do ex-presidente Lula entregue na Justiça Federal em Curitiba os originais dos recibos de aluguel do apartamento vizinho aquele onde mora atualmente o político petista. De acordo com o Ministério Público Federal, o apartamento 121 do edifício Hill House, em São Bernardo do Campo (SP), teria sido adquirido com recursos da empreiteira Odebrecht.

A defesa de Lula havia solicitado que a entrega dos recibos ocorresse em audiência formal e com a presença de peritos, com o intuito de constatar o estado dos recibos e a “ausência de rasuras”. Nesta sexta-feira, Moro determinou a entrega do material na secretaria, mas entendeu ser desnecessária audiência formal e a presença de peritos.

“A defesa tem a posse dos recibos e pode extrair cópias antes de entregá-los, o que já é medida suficiente para prevenir qualquer chance de adulteração superveniente, ainda que seja surpreendente que isso seja aventado pela defesa”, escreveu o juiz em despacho.

Nesta sexta-feira, a defesa de Lula informou que fará a entrega dos documentos e criticou a opção por entrega direta à secretaria, sem audiência formal.

“Surpreende a defesa o fato de o juiz não aceitar a realização de uma audiência para a entrega das vias originais dos recibos, atestando o estado em que os documentos serão apresentados para dar total transparência ao ato”, escreveram os advogados do ex-presidente em nota.

Os defensores disseram, ainda, ter “interesse no reconhecimento de que os documentos são autênticos”.

APARTAMENTO VIZINHO

Lula comprou o apartamento 122 do Edifício Green Hill, em São Bernardo do Campo, em 2000. Durante seus dois mandatos, o governo federal alugou o imóvel vizinho, de número 121 por questões de segurança.

No fim de 2010, o apartamento foi colocado à venda e o comprador foi Glaucos Costamarques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula. O MPF sustenta que a compra do apartamento teria ocorrido com recursos da Odebrecht.

Em petição levada à Justiça, Glaucos diz ter assinado de uma vez só todos os recibos de aluguel referentes ao ano de 2015. Ele sustenta não ter recebido valores de aluguel de fevereiro de 2011 até novembro de 2015, quando seu primo José Carlos Bumlai foi preso.

Um dia depois da prisão de Bumlai, Costamarques teria recebido em um hospital a visita do advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula, dizendo que os aluguéis passariam a ser pagos. O empresário afirma que pouco depois foi procurado pelo contador João Leite Muniz que, a pedido de Teixeira, teria levado a remessa de recibos para serem assinados.

Fonte: O Globo

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