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CÁSSIO, O CAMPINENSE TEMER E A TENTATIVA DE APAGAR O PASSADO

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Por Jonas Duarte

O malogrado Governo Temer, fruto de um Golpe de Estado, que ora chega ao fim, rejeitado por todos, teve seus dias de “glória” em terras paraibanas.

O Golpe de Estado, articulado pelas corporações econômicas, com os objetivos de acocorar o Brasil e arrancar o couro dos trabalhadores recolocando-os na condição de semiescravos, através de emendas constitucionais criminosas e as perversas reformas propostas pelo golpistas teve como seu líder o Senador pela Paraíba, Cássio Cunha Lima.

Líder do PSDB, à época do Golpe, Cássio foi peça decisiva nas articulações que derrubaram, sem crime de responsabilidade, portanto golpe, a Presidenta Dilma.

Como recompensa passou a ser um dos mais prestigiados políticos do Governo Temer. Rápido no gatilho, o Senador paraibano tratou de anunciar Temer como um grande estadista. Competente, trabalhador e dedicado ao Brasil. Eram os predicados destinados pelo Senador ao Golpista do Jaburu.
Nessa direção de exaltação a Michel Temer e de cobrança por seu trabalho no Golpe, Cassio, segundo ele mesmo, conseguiu a triplicação do trecho João Pessoa – Cabedelo e a duplicação do trecho Campina Grande – São José da Mata na BR 230, e outras obras “vultuosas” que, sinceramente, não recordo agora.

Mas foram além. Tentaram demonstrar ao Brasil e em especial ao povo paraibano, que o “Super Temer” havia, em alguns meses, realizado a obra da Transposição do rio São Francisco e salvado Campina Grande do colapso hídrico. Mesmo mais de 90% da obra tendo sido realizada pelos governos Lula e Dilma, ofereceram oficialmente os louros ao Golpista.

A exaltação a Michel Temer era tanta que o Senador exigiu e seus seguidores agraciaram Michel com o título de cidadão Campinense.

Pois é. Campina Grande, a mesma do indomável Félix Araújo, de Asfora, do líder comunista José Peba, do próprio Ronaldo Cunha Lima. A mesma cidade que sofreu intervenção federal dos generais com o AI 5, por sua conhecida rebeldia e valentia, virara simbolicamente e tristemente, a capital nacional do Golpe.

Depois de ser a única cidade de grande porte do Nordeste a dar vitória ao viciado em propinas Aécio Neves, acumulamos mais essa mácula em nossa História. Tornamos cidadão Campinense aquele que certamente ficará na memoria dos brasileiros como o político mais nefasto de nossa trágica História. Em seu genial filme: “Uma cidade sem passado”, o cineasta alemão Michael Verhoven procura mostrar com refinada sátira, a tentativa dos moradores da pequena cidade de Pfilzing na Alemanha, esconderem o apoio dado ao nazismo em seu tempo áureos. A vergonha é o principal sentimento que motivava políticos, clérigos, comerciantes, professores, etc., a tentarem apagar o passado da cidade. Na realidade, apagar suas posições políticas durante o regime nazista.

O rompante agressivo do Cássio Cunha Lima de julho de 2017 contra o governador Ricardo Coutinho o chamando de oportunista várias vezes seguidas, de forma meio desequilibrada, com um tom de voz acima do normal, denunciando tensão, nervosismo . E mesmo suas declarações
contra o moribundo Michel Temer é sua tentativa pessoal de apagar o passado recente e a vergonha por seus abraços, afagos e declarações de amores a Michel.

No entanto, a sanha golpista neoliberal de entregar as riquezas nacionais e arrancar o couro dos trabalhadores continua, agora com o apavorado Rodrigo Maia. Novamente, o Senador Paraibano assume protagonismo no processo. Será se no futuro viveremos a saga de Pfilzing?

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